O portador da síndrome tem
somente um ritmo de aprendizagem mais lento, cujas etapas precisam ser
respeitadas. Inteligência, memória e capacidade de aprender podem ser
desenvolvidas com estímulos adequados desde os primeiros meses de vida.
Esses estímulos cabem aos pais e
educadores dessa criança através de atividades lúdicas, com uma visão futura de
prepará-los para uma aprendizagem de habilidades mais complexas.
Cerca de 73% de crianças
portadoras da Síndrome têm autonomia para tomar suas
próprias decisões e iniciativas, não precisando que os pais digam a todo o
momento o que deve ser feito. Essas atitudes demonstram
a necessidade e/ou possibilidade desses indivíduos de participar e interferir
com certa autonomia em um mundo onde “normal” e “deficiente” são
semelhantes em suas inúmeras diferenças.
Antigamente
não se acreditava que os portadores da Síndrome de Down eram capazes de atuar
em níveis mais elevados. Lógico que dentro dos limites impostos por suas condições
genéticas básicas há uma gama de variantes intelectuais e físicas.
Essa
estimulação, que deve ser feita desde o nascimento, tem por objetivo integra-los
progressivamente ao meio ambiente e à vida social. Algumas experiências têm demonstrado que o
progresso das crianças que foram estimuladas desde bebês é mais acelerado do
que os que receberam estímulos tardiamente.
Junto
com uma equipe multidisciplinar e, principalmente com a participação dos pais, devemos criar um programa em conjunto com o professor e
alinha-lo de acordo com as necessidades especiais da
criança.
Frequentar a escola permitirá à criança especial adquirir, progressivamente,
conhecimentos
cada vez mais complexos, que serão exigidos pela
sociedade, e cujas bases são indispensáveis
para a formação de qualquer indivíduo.
Segundo a psicogênese, (FERREIRO, 1988, s.p.) o
indivíduo é considerado como instrumento essencial à interação e ação. E como
descreve Piaget, o conhecimento não procede, em suas origens, nem de um sujeito
consciente de si mesmo, nem de objetos já constituídos e que a ele se imponham.
O conhecimento resulta da interação entre os dois (SILVA, 2002, s.p.).
A ideia, aqui, não é a de
criticar as escolas,
quer sejam especiais ou regulares.
e nem os pais por superprotegerem seus filhos Down, achando
que eles não têm capacidade de desenvolver a sua própria autonomia, mas, sim, de alerta-los, pois são crianças
normais com características diferentes, crianças que podem correr brincar,
jogar bola, andar de bicicleta, ler, escrever, estudar em colégios convencionais, conviver com crianças,
trabalhar, fazer uma faculdade e até mesmo casar. Mas isto vai depender do estímulo oferecido pelo pais desde cedo, bem como do
tratamento dispensado a eles
da mesma forma que o dariam
a uma criança normal.
Neste sentido, Sassaki (2007)
salienta que, a tecnologia e o acesso à informação desempenham um papel central
na vida de todas as pessoas, com ou sem deficiência intelectual. Dessa forma,
consideramos que o acesso à tecnologia é fator vital para a educação, o
trabalho, a vida independente e a inclusão na
sociedade.
É muito importante que conhecer a família e a Escola, considerando que a ligação entre ambas precisa ser direta e construtiva, de modo a favorecer a
formação do aluno Down como
cidadão independente.
À medida que os profissionais
convivem e adquirem maiores informações sobre a condição especial do portador
de síndrome de Down, maior é a tendência em aceitá-los, por isso a inclusão é
tão importante.
