terça-feira, 29 de março de 2016

TDAH



Muitas vezes me deparo com diagnósticos precoces de TDAH que rotulam "essa criança é Hiperativa ela não para quieta!" principalmente se a pessoa que chegou a essa conclusão não tiver muito conhecimento e informação correta sobre o assunto. Mas para chegar ao diagnóstico de TDAH não é tarefa fácil e muito menos simples. 
A desatenção, a hiperatividade e a impulsividade afetam as crianças  tanto na área comportamental quanto na área cognitiva. Além disso, crianças com TDAH apresentam uma escassa tolerância à frustração, têm baixa autoestima e dificuldades de relacionamento com seus pares.  A atenção é uma qualidade da percepção com a qual selecionamos os estímulos mais relevantes para percebê-los melhor. Existem casos nos quais aparecem condutas agressivas e desafiadoras, sobretudo pela dificuldade que têm em aceitar normas e limites. 
Mas também, digo que em alguns casos não é TDAH e sim excesso de estímulos no ambiente. É importante lembrar que, se a criança convive em um ambiente onde recebe muitos estímulos como: ficar exposta a barulhos sonoros altos, ficar muito tempo em equipamentos eletrônicos - vídeo games, celulares, tablets com jogos que estimulam a violência - bem como, estar em ambiente de brigas constantes, passar por noites de sono mal dormidas ou estar passando por problemas emocionais, certamente esta criança pode apresentar um comportamento mais agitado e ter dificuldades em manter a atenção necessária para o momento em que precisa realizar uma determinada tarefa.
Nestes casos, penso que ações terapêuticas são importantes para a orientação familiar e no atendimento à criança, pois contribuem para resultados mais significativos no manejo de comportamentos de atenção e pró-atividade, melhorando em muito as relações, o comportamento da criança e, consequentemente, seu desenvolvimento como um todo.