Muitas vezes me deparo com diagnósticos
precoces de TDAH que rotulam "essa criança é Hiperativa ela não para
quieta!" principalmente se a pessoa que chegou a essa conclusão não tiver
muito conhecimento e informação correta sobre o assunto. Mas para chegar ao
diagnóstico de TDAH
não é tarefa fácil e muito menos
simples.
A desatenção, a hiperatividade e a
impulsividade afetam as crianças tanto na área comportamental quanto na
área cognitiva. Além disso,
crianças com TDAH apresentam
uma escassa tolerância à frustração, têm baixa
autoestima e dificuldades de relacionamento com seus pares. A atenção é
uma qualidade da percepção com a qual selecionamos os estímulos mais relevantes
para percebê-los melhor. Existem casos nos quais aparecem condutas agressivas e
desafiadoras, sobretudo pela dificuldade que têm em aceitar normas e
limites.
Mas também, digo que
em alguns casos não é TDAH e sim excesso de estímulos no ambiente. É importante lembrar que, se a criança
convive em um ambiente onde recebe muitos estímulos como: ficar exposta a barulhos sonoros altos, ficar muito tempo em
equipamentos eletrônicos - vídeo games, celulares, tablets com jogos que estimulam a violência - bem como,
estar em ambiente de brigas constantes, passar por noites de sono mal dormidas ou estar passando por problemas emocionais, certamente esta criança
poderá apresentar um comportamento mais agitado e ter dificuldades em manter a
atenção necessária para o momento em que precisa realizar uma determinada
tarefa.
Nestes
casos, penso que ações terapêuticas são importantes para a orientação
familiar e no atendimento à criança, pois contribuem para resultados mais significativos
no manejo de comportamentos de atenção e pró-atividade, melhorando em muito as
relações, o comportamento da criança e, consequentemente, seu desenvolvimento como
um todo.
