Lígia Santana Pedagoga e Psicopedagoga
Distúrbios e dificuldades de aprendizagem. Avaliação, intervenção e diagnósticos psicopedagógicos. Apoio pedagógico e psicopedagógico para escolas.
sábado, 21 de outubro de 2017
terça-feira, 5 de setembro de 2017
terça-feira, 22 de agosto de 2017
terça-feira, 1 de agosto de 2017
segunda-feira, 31 de julho de 2017
Olá!
Hoje apresento algumas dicas para que os professores consigam lidar melhor com os alunos disléxicos. São dicas que através das minhas experiências com alunos disléxicos pude fazer um trabalho mais significativo obtendo grandes resultados.
Espero ajudar no desenvolvimento de crianças e jovens disléxicos.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Vivenciando o Autismo – Intervenções psicopedagógicas com crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA)
"Quando é verdadeira, quando
nasce da necessidade de dizer, a voz humana não encontra quem a detenha. Se lhe
negam a boca, ela fala pelas mãos, ou pelos olhos, ou pelos poros, ou por onde
for. Porque todos, todos, temos algo a dizer aos outros, alguma coisa, alguma
palavra que merece ser celebrada ou perdoada."
(GALEANO, 2002)
A Psicopedagogia nos proporciona um olhar diferenciado sobre
o aprendizado. A partir dessa visão enfocamos o aspecto da construção da aprendizagem
do sujeito pensante que tem vontades, desejos, sonhos e, o principal,
necessidade de interagir com o espaço onde habita. Com isso propaga a ideia de
que todo sujeito é capaz de aprender.
Com este breve texto relato a minha experiência com base nos
atendimentos realizados com crianças portadoras de TEA.
O TEA é hoje considerado uma síndrome comportamental com
etiologias múltiplas e curso de um distúrbio de desenvolvimento. Ele é
caracterizado por um déficit social visualizado pela inabilidade em
relacionar-se com o outro, usualmente combinado com déficits de linguagem e
alterações de comportamento (GILBERG, 1990).
O termo Espectro refere-se etimologicamente falando à sombra,
ou seja, é uma projeção do indivíduo (SILVA; GAIATO; REVELES, 2012).
Quando ouvia algo sobre TEA, imaginava uma criança isolada do
mundo, vivendo um mundo “a parte”, isolada de seu grupo de convívio e que se
comportava de maneira estranha. No entanto, nos atendimentos realizados,
observei que o TEA pode se apresentar de diversas formas, e muitas vezes tão
sutis, que se tornam até difíceis de serem percebidas.
O TEA pode se manifestar desde muito cedo, porém, é a partir
dos dezoito (18) meses de idade que suas características ficam mais visíveis. (MIRENDA;
DONNELLAN & YODER, 1983). Por isso é muito importante ter um diagnóstico
precoce para que as intervenções corretas e necessárias sejam feitas sempre
contando com o apoio do profissional junto à família e à escola.
O trabalho psicopedagógico traz muitas contribuições ao
sujeito portador do TEA, desde promover situações para amenizar os sintomas,
desenvolver habilidades individuais (observando as suas potencialidades e suas limitações),
prevenir comorbidades e reforçar a neuroplasticidade.
Em uma instituição escolar atendi crianças portadoras de TEA,
desde as mais passivas a outras mais inquietas.
A intervenção psicopedagógica com crianças portadoras de TEA
tem trazido aprendizagens significativas através das estratégias que fazem o
uso de espaços lúdicos, intervenções com jogos, instrumentos musicais,
massinhas de modelar e etc., como forma de se trabalhar o aspecto de
organização espacial, temporal, coordenação motora, diminuição de estereotipas
e birras, promovendo, assim, a inserção social e educacional desses alunos no
ambiente escolar.
Os jogos dramáticos são um excelente
recurso para o trabalho com as crianças com TEA por ela a criança manifesta sentimentos e angustias importantes (SLADE, 1978). Em algumas sessões lancei mão
dos jogos dramáticos com uma música de fundo. Ao manifestar a conduta lúdica, a
criança demonstra o nível de seus estágios cognitivos e constrói conhecimentos (KISHIMOTO, 2008).
Cito o exemplo de “Sorriso”, nome fictício que dei a um
menino de sete (07) anos, atendido por mim, portador de TEA, que não suportava
o barulho e a agitação em atividades dentro e fora da sala de aula.
Comecei a trabalhar nas sessões com ele, utilizando atividades
variadas dentro do ambiente escolar, como o pátio, a brinquedoteca e a biblioteca
da escola, onde sempre havia uma turma de alunos de outros anos, realizando
alguma atividade em pequenos grupos, ou individualmente estudando alguma
matéria.
Depois de muitos acompanhamentos (ou atendimentos se achar
melhor) Sorriso passou a suportar melhor o barulho e a agitação nas atividades
realizadas tanto dentro como fora da sala de aula.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Aprendizagem da leitura e da escrita
A aquisição da linguagem escrita é compreendida como uma evolução conceitual da criança e não como decorrência de aptidões perceptuais, viso-motoras e de memória.
Uma ótima intervenção em leitura e escrita começa sempre por uma avaliação do nível de evolução em que se encontra a criança e deve ser bem aplicada pois, algumas crianças se encontram em estágios iniciais da representação e da interpretação da escrita e outras crianças em níveis mais avançados, mas é difícil encontrar uma criança que já entra na escola apresentando uma escrita alfabética, quando se trata de criança com algum tipo de deficiência intelectual.
Utilizamos diversos tipos de atividades para avaliar a evolução da escrita e da leitura das crianças, uma delas é a relação entre o desenho e o texto no início da representação gráfica, pois, para a criança desenho e texto não se diferenciam.
Segundo Vygotsky (1995), um momento importante na evolução da linguagem escrita é quando a criança percebe que pode desenhar não somente os objetos, mas também as palavras.
Para Vygotsky é difícil precisar como se opera a passagem de desenhar objetos para desenhar palavras. Durante essa evolução os traços gráficos vão se diferenciando pouco a pouco adquirindo formas figurativas e outros evoluindo na imitação de caracteres semelhantes à escrita. Se observarmos uma criança no início de sua escolarização iremos ver 3 níveis de conhecimentos e em crianças com deficiência intelectual iremos perceber que existe um nível intermediário que é aquele que a criança sabe que o texto apresenta um sentido mas, com as figuras a leitura passa a ter um maior significado, pois para algumas crianças com deficiência intelectual o sentido do texto está no desenho, outras o sentido pode estar no desenho atribuindo ao texto a enunciação verbal global.
Crianças, sejam elas com algum tipo de dificuldade ou não, são capazes de aprimorar muito a sua leitura e escrita, basta terem um bom mediador.
Lígia Santana
Pedagoga e Psicopedagoga
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